A palavra mãe

Houve o tempo em que vivi trancado,
Na escuridão de um quarto
E meu sorriso era a sua voz.
E eu ficava só imaginando de quem era
Aquela voz que sempre ecoava naquele lugar.

O tempo foi passando e fui crescendo.
Meu quarto ficou pequeno
E nas paredes, os meus pés e mãos.
Por dentro e em mim reinava à vontade
De sair então, para te conhecer minha mamãe.

No dia que nasci foi tão estranho,
Me assustei com a luz
E assim me pus somente a chorar.
Mas veio aquela voz de alma tenra,
Então reconheci, a voz mais doce que um dia ouvi.

Eu era uma criança tão pequena,
Minhas mãos mal se mexiam
E a tua face era como um céu.
Me apaixonei por aquele sorriso – tão bonito.
Logo, guardei você no coração.

E tudo à minha volta era intenso,
Tão confuso e belo;
E o meu medo era só de te perder.
A vida sempre foi uma grande brincadeira
De tanto que aprendi foi que cresci.

Agora sou uma grande pessoa
E apesar das distrações que a vida entoa
Sempre estarás…
Guardada em minha mente, nas lembranças,
No meu coração. E no violão que chora ao dedilhar.

As mães têm mais que o poder da criação e
não há rima que chegue aos pés da palavra “mãe”.

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